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13 de setembro de 2015

NPK Orgânico

Uma dificuldade que tem sido comum de as pessoas me relatarem é o fato de muitas instruções de adubação citarem "NPK" sem especificar o que é isso.

Proporções como 10-10-10, 14-14-14 e derivações dessas seguem sem explicação.

Mais ainda, as pessoas ficam sem saber como substituir o adubo químico, o tal NPK, por adubo orgânico, que é mais sustentável e mais saudável. E é sobre isso este post.

Antes de mais nada, é interessante lembrarmos que as plantas se alimentam de luz, água e também de nutrientes presentes no solo.  "Elas se alimentam de minerais, não de grânulos", me disse a professora, em tom de zombaria, quando eu ainda estava na escola de jardinagem.

Esses minerais estão divididos entre macronutrientes e micronutrientes. Os primeiros são os minerais consumidos em grande escala pela planta, e são exatamente os N, P e K: nitrogênio, fósforo e potássio.

Para você não ficar presa/o aos adubos químicos, abaixo segue uma lista de como encontrar esses três macronutrientes em sua forma orgânica.

É importante ressaltar que, quando se trata de adubação, *menos é mais*. O excesso de adubo pode prejudicar o equilíbrio do solo, alterando seu pH, deixando o solo mais ácido. E isso pode prejudicar o desenvolvimento de toda uma série de plantas. Então, quando se trata de adubar, é melhor errar para menos.

Mas vamos lá:

O nitrogênio é responsável pela saúde da folhagem das plantas. Ele pode ser encontrado na torta de mamona ou na torta de algodão. Este último é mais indicado para quem tem animais de estimação em casa, pois a torta de mamona é tóxica para os bichinhos.

O fósforo é responsável pelo bom desenvolvimento das flores e dos frutos, Por isso sua quantidade pode ser aumentada no período de floração. Ele é encontrado na farinha de osso.

O potássio, por sua vez, é importante para o bom desenvolvimento das raízes e da planta como um todo. A principal fonte deste nutriente é a cinza de madeira. Uma forma fácil de ter esse adubo quando se mora na cidade é entrar em contato com alguma pizzaria, em geral é feita a limpeza do forno à lenha uma vez por semana e toda a cinza costuma ser descartada. Ela tem melhor valor quando você a usa após peneirar, separando os restos de carvão. Evite as cinzas da churrasqueira, elas contém sal e gordura e acabam por fazer mais mal do que bem.

Todas essas fontes podem ser adicionadas a seu minhocário ou composteira doméstica, fazendo com que seu composto e húmus de minhoca sejam enriquecidos e potencializados.

A adubação regular é responsável pela reposição desses nutrientes no solo e é especialmente importante nos casos das plantas em vasos, pois o espaço é pequeno. 

Procure fazer a adubação pelas bordas do vaso, a cada 1 a 3 meses, dependendo da frequência das regas, e deve ser iniciada na primavera, quando as plantas saem do período de dormência.

Que sejam sempre lindas as plantas na sua vida! 


OBS: Nosso Curso de Horta em Pequenos Espaços: http://bit.ly/edukhorta

9 de setembro de 2015

Adubar com Cascas de Ovo

Olá, tudo bem?


Este é para compartilhar com você uma das formas como eu preparo adubo a partir das cascas de ovo.



É popularmente conhecido que a casca de ovo é um adubo poderoso para hortas e jardins, rico em cálcio… E o cálcio é um elemento fundamental na formação da parede celular dos vegetais, ou seja, está ligado ao desenvolvimento estrutural das plantas, folhas, caule e raiz.



Mas precisamos ter em mente que o adubo é parte da alimentação da planta. E as plantas não comem humus, ou grânulos de NPK ou cascas de ovo nem borra de café. As plantas se alimentam dos componentes minerais presentes nessas composições... Então, se o mineral não estiver “diluido”, bastante em contato com a terra, ele não será absorvido.



E foi depois de ver muitas vezes as cascas depositadas quase inteiras sobre a terra, sem chances de deterioração a curto prazo, que eu resolvi registrar o passo a passo de como eu mesma faço com as minhas plantas, para compartilhar com você:


1o passo: guardar as cascas
Ao invés de descartar as cascas de ovo, você pode lavá-las, deixar secar e guardar, até que se juntem em uma quantidade razoável. Deixe secar à sombra, para que não perca a pequena quantidade de nitrogênio que elas possuem. E guarde bem lavadas e secas, para evitar mau cheiro.





2o passo: Triturar no liquidificador
As cascas devem estar secas, em boa quantidade (meia dúzia de ovos, no mínimo).





A atenção que se deve dar aqui é que o liquidificador deve estar bem fechado, caso contrário você terá uma nuvem de cálcio ao redor de você, fazendo uma grande bagunça no ambiente.





Bata bastante, até virar pó. Mas aguarde até que a poeira se assente dentro do liquidificador antes de abrí-lo pelo mesmo motivo anterior: para você não ser pega/o em uma nuvem de cálcio.





Uma vez em pó, você pode misturar na terra, espalhar sobre seus vasos - utilize uma colher de café para vasos pequenos e duas ou três para vasos médios e grandes, respectivamente, a cada 30 ou 40 dias - ou inserir em sua composteira caseira, que é como eu faço.





Você vai perceber que muito do pó de casca fica grudado na jarra. Você pode passar uma água e regar as plantas com esse cálcio, antes de lavar a jarra e encerrar o processo.





As cascas de ovo moídas também são um bom auxiliar para alcalinizar solos que estão levemente ácidos. Mas caso você esteja lidando com plantas de solos ácidos, (azaléias, prímulas e gardênias, por exemplo) elas podem não gostar muito, portanto nesses casos deve-se usar quantidades reduzidas de cálcio.


Como em toda jardinagem, comece com quantidades pequenas de adubo e vá observando a reação das plantas, até encontrar a quantidade e periodicidade ideais.

Muita saúde para suas plantas e para você!

Um abraço de Luz,

Leticia Momesso


Nosso Curso de Horta em Pequenos Espaços: http://bit.ly/edukhorta