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9 de maio de 2018

Estudo Revela: Plantas se Comunicam por suas Raízes


Um estudo publicado esta semana no diário Plos One mostra que plantas se comunicam umas com as outras de uma forma única. O artigo, intitulado "Estímulos mecânicos acima do solo afetam a comunicação subterrânea planta-planta", ilustra que plantas usam suas raízes para instigar suas vizinhas a crescer, quando em ambientes cheios e competitivos, pela secreção de químicos nas suas raízes.

"Se nós temos um problema com nossos vizinhos, nós podemos simplesmente nos mudar," Velemir Ninkovic, ecologista na Universidade Sueca de Agro-Ciência em Uppsala e autor principal, disse ao The Guardian. "Plantas não podem fazer isso. Elas aceitam isso e usam sinais para evitar situações competitivas e para se preparar para futuras competições."

Décadas de Evidência


Evidências de que plantas se comunicam de alguma forma estão por aí há algumas décadas. Em 1997, a professora de silvicultura da Universidade da Columbia Britânica Suzanne Simard descobriu as primeiras peças da pesquisa que levaria à teoria da "internet fúngica(1)".

Suzanne encontrou as primeiras evidências de que há transferência de carbono através dos micélios(2). Isso a leva a teorizar que árvores se comunicam umas com as outras por uma teia de micélia que conecta suas raízes, permitindo que transfiram informações. Em outras palavras: uma internet fúngica.
(1) que se refere a fungo
(2) aparelho vegetativo dos cogumelos (fungos)

Suzanne depois postulou que árvores de grande porte prestam ajuda para as mais jovens e menores usando essa rede de fungos. No documentário de 2011 Do Trees Comunicate? (As Árvores se Comunicam?), Suzanne diz que essas árvores "estão interagindo umas com as outras, ajudando-se a sobreviver."

Estudos mostraram que as plantas adaptam suas estratégias de crescimento como resposta a estímulos de outras plantas. Algumas árvores tem seu crescimento frustrado sob condições abarrotadas de competição enquanto outras redirecionam seus recursos para expandir mais agressivamente acima do solo.

Cooperação


Outro estudo agora ilustra que as comunicações e as adaptações entre as plantas também acontecem em resposta a elementos químicos secretados no solo. A pesquisadora e sua equipe testaram sua teoria em sementes de milho germinadas, que são conhecidas por aumentar seu crescimento em condições estressantes.

A equipe começou a acariciar as folhas das plantas por um minuto por dia usando um pincel de maquiagem, para simular o toque de uma planta vizinha. Então colocaram uma nova planta na solução de crescimento da planta estimulada.

A planta nova, que até então não tinha sido estimulada, se comportou da mesma forma que a planta estimulada, redirecionando recursos para gerar mais folhas e menos raízes. No entanto, novas plantas colocadas em soluções de crescimento de plantas que não foram estimuladas não se comportaram dessa maneira.

Essa pesquisa é mais um passo à frente para entendermos a complexidade das plantas o que antes era acreditado como mundo darwiniano. No entanto, por sorte, parece que a realidade não é simplesmente a sobrevivência do mais forte para esses companheiros vegetais. Entre elas, avisando uma à outra e simplesmente redirecionando seus recursos para se adaptar a seus vizinhos, as plantas parecem estar fazendo um trabalho muito melhor em co-existir do que os seres humanos.




11 de novembro de 2017

Como a Terra Faz Você Feliz

Se você me conhece, sabe que eu sempre me pergunto:

Por que temos mais farmácias do que praças?

Enquanto a pergunta ecoa na mente, vamos falar de uma boa descoberta?

Micróbios que habitam o solo causam efeitos similares a antidepressivos no nosso cérebro :)

Sem efeitos colaterais ou riscos de dependência química, você pode aprender como mexer na terra vai fazer você se sentir mais feliz e mais saudável...

...continue lendo para ver como a sujeira da terra faz você mais feliz ;)


A medicina natural esteve presente na humanidade desde...sempre?

Esses remédios naturais incluem a cura para quase qualquer desarranjo físico, mental ou emocional... E os antigos curadores talvez não soubessem por que alguma coisa apresentava o efeito desejado... mas sabiam simplesmente que funcionava. E ponto.

Os cientistas modernos têm desvendado o porquê de várias plantas e práticas medicinais...

...e têm descoberto que a cura pela natureza é simplesmente parte do ciclo da vida. 

A Natureza é sábia!


Micróbios do Solo e a Saúde Humana

Você sabia que existe um antidepressivo no solo? É verdade.

Mycobacterium vaccae é a substância estudada pelos cientistas na Universidade de Bristol, Inglaterra...

E eles descobriram que essa bactéria causa os mesmos efeitos nos neurônios que as drogas como Prozac provocam.

É uma bactéria encontrada na terra que estimula a produção de serotonina...

...que faz você se sentir mais relaxada e feliz :)


A falta de serotonina é relacionada a depressão, ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo e bipolaridade.

A bactéria se mostrou um antidepressivo natural no solo e não tem efeitos adversos.

Esses micróbios antidepressivos são tão simples de usar quanto brincar com terra... ;)


Todo jardinista sabe que seu jardim é seu paraíso pessoal...

...e que o fato de colocar a mão na terra eleva o humor e reduz o stress.

O fato de agora se ter uma ciência por trás dá uma credibilidade adicional para nossa solicitação de viciados em jardinagem  '/:-)

A presença de uma bactéria no solo que é antidepressiva não parece uma surpresa para nós, que sentimos na pele esse fenômeno... 

...Mas ter o respaldo da ciência é fascinante! :D 
[você se sente mais amparada/o e menos louca/o agora? hehehe]

A ciência também investiga o aperfeiçoamento das funções cognitivas e a melhoria para outras doenças, como artrite reumatóide.


Como acontece o aumento da sua felicidade

Micróbios antidepressivos presentes no solo causam o aumento de citocinas, que resulta na produção de altos níveis de serotonina.

Enquanto você está mexendo no seu jardim, você pode inalar essas bactérias...

...ter contato com elas pela pele [vamos desencanar daquele sabonete que mata tudo, né?] 

...ou ter acesso à sua corrente sanguínea através de algum corte na pele.

Os efeitos da bactéria podem ser sentidos por semanas ou meses após o contato.

Então vamos brincar mais na terra para ter uma vida incrível?





PS: Quer aproveitar todos os benefícios da terra ao criar Jardins que Fazem Bem e Cabem em Qualquer Lugar?
Saiba mais:




[Texto traduzido e inspirado em Gardening Know How]

9 de agosto de 2017

[PANC] Guia de Plantas para uma Horta mais Fácil

O que você acha de ter uma hortinha fácil de cuidar...

...e que fornece pra você alimentos altamente nutritivos?



Muitas são as pessoas que querem ter uma horta...

...poucas são as que conseguem ter toda a dedicação que uma horta convencional requer.


Isso é porque as plantas que a gente está acostumado a ter na nossa culinária são...

Importadas!

...

"Leticia, como assim?! Nascem no sítio aqui perto!"


É que são plantas nativas de outros ambientes, outros continentes...

...e aí precisam de todo um cuidado especial pra se crescerem resistentes em um "clima estranho".



Mas pensa comigo:

Será que a Natureza é idiota?

Ou será que ela fez uma planta certa pra cada lugar?


Eu acredito que não há nada tão consciente quanto a própria Natureza, com toda sua diversidade em equilíbrio...

...e, dentro dela, há plantas que crescem bem aqui no Brasil, com muito mais resistência que as hortaliças tradicionais e, muitas vezes, com muito mais nutrientes também!


E pra você reconhecer a abundância de alimentos que está em sua volta agora mesmo, meu amigo Guilherme Ranieri compilou o que você precisa saber em um livro...

...que você pode baixar gratuitamente agora!


>>> Guia Prático de PANC - Plantas Alimentícias Não Convencionais

Nesse livro, você vai conhecer as espécies mais adequadas para o cultivo na agricultura urbana e nas hortas escolares.


E mais:


- As PANCs podem ocupar espaços onde há pouca insolação [aquela sua varanda que bate pouco sol...]

- podem crescer em solo não tão fértil [vai bem com poucos cuidados]

- podem crescer também em solo úmido ou seco demais para as culturas convencionais. [lembra daquela hortinha que morreu porque você esqueceu de regar? Ou pôs água demais?]


Você também vai ver respondidas perguntas como:


- Quais são seus benefícios para a saúde?
- O consumo das PANC é seguro?
- Qual a relação entre as PANC e cultura alimentar?


Além de um catálogo lindo de plantas... com foto para você reconhecê-las!


Estima-se que existam mais de 10.000 plantas com potencial alimentício...

E, das plantas espontâneas mais comuns, a maioria é comestível.


A nossa alimentação é colonizada: 

Não privilegia ingredientes nativos, e sim, os introduzidos pelos nossos colonizadores. 

Com isso, nossa cultura ignora as verdadeiras jóias que nascem à nossa volta.


Vamos agradecer à Natureza e aproveitar melhor o que ela nos dá?
Vamos valorizar nossas jóias e nos nutrir melhor?


>>> Guia Prático de PANC - Plantas Alimentícias Não Convencionais


Bons plantios e bons pratos!

Um abraço iluminado!
...e #boraplantarluz


Leticia Momesso



OBS: Curso online de Horta em Pequenos Espaços 
[Acesso gratuito por 7 dias!]
>>> bit.ly/edukhorta

25 de abril de 2017

Agrotóxicos, terra e dinheiro: a discussão que vem antes da prateleira

Há um novo projeto de lei tramitando para poder pulverizar inclusive áreas urbanas com agrotóxicos para poder eliminar os mosquitos vetores da dengue, chikungunya e zika. Isso é muito temerário. 

No Brasil há uma média de 148 mortes por agrotóxicos por ano, um a cada dois dias e meio, na área rural. 

E os estudos têm mostrado na verdade que esse uso tão intenso de veneno não é tão eficaz. Eficaz é saneamento básico.

Tem a Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, uma campanha nacional da sociedade civil que tem como uma das metas principais o fim da pulverização aérea. O Brasil hoje consome um quinto dos agrotóxicos utilizados no mundo.

Essa pauta ainda é tímida e mesmo assim sofre uma tremenda resistência. O ideal seria uma agricultura sem agrotóxicos. É uma questão ambiental para a humanidade. Não estamos nem engatinhando nisso ainda.

De 2000 a 2010 aumentou mais de 155% a quantidade de agrotóxicos por hectare no Brasil. 

Se formos falar por cultivo, a soja sozinha responde por quase metade de todo agrotóxico comercializado no Brasil. 
(70% da soja produzida é utilizada para alimentação do gado)*

É muito mais fácil os insetos enveredarem numa monocultura do que numa agricultura toda consorciada, com variedade de alimentos. 

Se tivéssemos seguido no caminho da reforma agrária, no sentido da agroecologia, da soberania alimentar, teríamos uma outra opção de inserção no mundo. 

Esses foram trechos retirados da entrevista com a geógrafa Larissa Mies Bombardi.
Leia a matéria completa: 
>>> http://www5.usp.br/107848/agrotoxicos-terra-e-dinheiro-a-discussao-que-vem-antes-da-prateleira/

*nota do blog


OBS: Nosso curso de Horta em Pequenos Espaços: http://bit.ly/edukhorta

29 de fevereiro de 2016

Sobre Controle de Pragas

Primeiramente eu gostaria de "desdemonizar" as pragas. 

Sim. São bichinhos como qualquer outro, parte da natureza. Descompensados em quantidade e sem predadores suficientes para controlar seu número, foi o ser humano que alterou todo o equilíbrio e gerou a catástrofe de vê-los comendo plantações inteiras.

Pronto, falei. 
E agora que você já sabe de quem é a responsabilidade, podemos começar a falar do controle.

Há bichinhos e bichinhos. 
Em uma quantidade pequena, pode não influenciar em nada a cultura que você faz em casa... Pois atraindo joaninhas e outros insetos maiores, encarregam-se a si mesmos de comerem uns aos outros e se manterem em equilíbrio.

[Equilíbrio. Se a gente soubesse de verdade o que é isso, 90% dos problemas e doenças não existiriam. Ou mais.]






Mas já que "o que tem pra hoje" é muito concreto e pouco verde, poucos passarinhos e poucos predadores, às vezes a gente tem, sim, que dar uma mãozinha para as plantas não fenecerem nas bocas de seres ridiculamente pequenos.

A nossa cultura imediatista leva muitas pessoas a pensar logo em um veneno para deixar suas plantas "livre de pragas". Só que esse veneno mata tudo, inclusive os microrganismos benéficos, e só contribui para o caos a longo prazo.

Então, quando não tem jeito, a solução é optar por receitas menos agressivas, mais naturais, e aqui eu vou compartilhar com você algumas delas.

Antes, quero conversar sobre duas coisas que me chamaram muito a atenção durante a aula na Escola Municipal de Jardinagem de São Paulo, há vários anos atrás.

Uma delas é que a gente deve usar a substância escolhida borrifando-a sobre as áreas afetadas das plantas, a cada 5 a 7 dias, mas nunca por mais de 3 semanas seguidas.

Então, funciona assim: Você faz o preparo da substância, aplica sobre a planta, espera 5 a 7 dias, aplica de novo, espera mais 5 a 7 dias, aplica de novo. Nesse período de tempo, entre uma aplicação e outra, os bichinhos devem diminuir de número, sinal de que o tratamento está funcionando.

Aqui é que é necessário prestar atenção: Se após 3 semanas de aplicação o problema tiver diminuído, mas não tiver sido totalmente resolvido, você deve trocar a substância aplicada por outra diferente.

É muito importante "seguir essa dieta", para que o inseto não crie resistência àquela primeira substância (ou seja, para você não criar seu próprio inseto mutante).

A outra coisa que me chamou a atenção é que a professora, para cada tipo de microbichinho que citava, relacionava algumas alternativas de defensivo a ser aplicada... E uma delas aparecia em quase todos os casos. 

Ácaro, maria fedida, pulgão, percevejo, cochonilha, bicho mineiro ou inseto geográfico, todos eles carregavam como alternativa uma mesma mistura que poderia ser aplicada: óleo de neem com óleo mineral.

A receita divulgada pela escola leva as seguintes proporções:
1 colher de chá de óleo de nem
+1 colher de chá de óleo mineral
+1L de água

É uma mistura coringa que a gente deve guardar na manga, sempre funcionou para minhas plantas. E ainda assim quero compartilhar com você a experiência da Adriana.

Porque eu acredito na jardinagem como na gastronomia: cada pessoa que dá seu toque pessoal a uma receita pode obter sucesso, mesmo usando um meio diferente. É o que faz disso uma cultura enriquecedora. A Adriana fez do seu próprio jeito, e narra aqui seu resultado:

"Eu tenho uma arvorezinha em um vaso, um arbusto, e, do meu jardim, é a que mais pega pulgão e cochonilha. Eu já tinha tentado usar óleo de neem, fumo de corda e até venenos. Teve um veneno pesado que funcionou, mas eu não queria continuar com ele... Porque, afinal, era veneno, agrotóxico mesmo.
Quando eu aplicava só óleo de neem, os bichos voltavam muito rápido, em menos de uma semana. Tentei intercalar neem, fumo e veneno, mas sempre voltava muito rápido.
Aí a Leticia me contou da receita de misturar óleo de neem com óleo mineral, e isso deu muito certo.
A proporção que eu usei para preparar o óleo de neem foi a indicada na embalagem. São 3 tampinhas para cada 1 litro de água,e eu acrescentei 1 tampinha de óleo mineral. Então, a proporção que eu usei entre o óleo mineral e o de neem é de 1 pra 3. E deu muito, muito certo. Demorou um mês para eu ter que fazer uma reaplicação.
Mas gostaria de dizer que eu apliquei isso em outras plantas e, dependendo do tipo de folhagem, ela "queima" (as folhas ficaram queimadas); acredito que possa ser o óleo depois de entrar em contato com o sol. 
O que eu reparei é que funcionou muito bem quando eu apliquei nas folhas que já são brilhantes, lisas, geralmente verde-escuras... Mas que as folhas opacas, essas ficaram um pouco queimadas."

Eu quis compartilhar isso com você porque achei muito lindo o senso de aventura e experimentação que a Adriana resolveu assumir. Ela traz à tona a forma "sem medo de ser feliz" de manifestar seu carinho pelas plantas, além de ter autorizado a publicação de suas experiências para que outras pessoas (você) possam se tornar um pouco mais sábias a partir de sua pequena aventura.

Uma vez que os pulgões e cochonilhas costumam se alojar na parte de baixo das folhas e nos talos, quando tratamos de vasos podemos procurar tomar o cuidado de borrifar a substância priorizando as áreas mais afetadas, evitando a parte superior das folhas, para não queimá-las.

[É também interessante notar que folhas lisas e verde-escuras são características bastante comuns em plantas de meia sombra.]

Voltando aos cuidados, como foi dito anteriormente, se uma certa mistura é usada muitas vezes seguidas pode-se gerar resistência a essa substância no inseto. Portanto, se após 3 semanas o problema não estiver completamente resolvido, troque a receita, use variações sempre que necessárias.

E, como o que eu quero é que você também tenha suas próprias (boas) experiências, eu deixo abaixo algumas outras receitas para você usar ;)

Cada uma dessas misturas pode ser pulverizada sobre as áreas afetadas das plantas 1x/semana. O intervalo pode ser menor, conforme a gravidade, mas nunca menos de 2 dias.

Após a pulverização, evite banhar as folhas por 3 dias (regar a planta só no pé). Evite também aplicar em dias chuvosos.

Que você tenha bons plantios, boas experiências e muito verde saudável na vida :)


Tintura de fumo
5cm de fumo de corda cortadinho
1L de álcool (comum ou de cereais)
Deixar 10 dias em repouso sem claridade (embrulha em jornal)
Coar em filtro de pano ou de café
Usar 1 parte da tintura para 10 partes de água (diluir somente na hora de usar, não guardar diluído)
Validade: 6 a 8 meses


Calda de sabão de coco
2 colheres de sabão de coco ralado em 1L de água
Usada para dar aderência das outras caldas à planta. (exceto quando usa óleo mineral)


Calda de alho e cebola
Utilize cascas de alho e cebola, os restos da cozinha. 
Ferver em água e pulverizar sobre as folhas depois que esfriar.


Calda bordalesa – para doenças fúngicas
30g de cal virgem (aprox. 3 colheres de sopa)
30g de sulfato de cobre
5L de água








29 de janeiro de 2016

Hortinha de Brotos

Você quer ter uma primeira experiência de plantar desde a semente e colher sua salada? 

Quer uma hortinha resistente a qualquer jardineira/o de primeira viagem?

Que tal alegrar as crianças, além da sua criança interior, acompanhando todas as fases de crescimento de uma planta em somente uma semana?

Tenho uma coisa linda para lhe apresentar:


Hortinha de Brotos




Os brotos são alimentos vivos, muito frescos e cheios de energia. Ajudam a desintoxicar o corpo, são cheios de fibras e nutrem de verdade, pois são ricos em vitaminas e minerais.

Sua juventude, sua força, suas moléculas de vitalidade migram das células verdes para as do seu corpo. Você. Saborosamente.

Eu amo e acredito de verdade que esta hortinha pode ser um primeiro passo para tomar gosto por plantar :)

Vai-se sentindo a terra, vendo os ciclos, se entregando à planta. No final ela se entrega para você.

Receba gratuitamente o passo a passo para uma Hortinha de Brotos. É só se inscrever:

>>> Quero Minha Hortinha de Brotos

Você vai receber a cartilha por email.

;)

Um abraço de Luz!



OBS: Se você quer conhecer o curso de Hortas para Pequenos Espaços, você pode acessar aqui. Tem 7 dias gratuitos para você experimentar e escolher se vai pagar.






13 de setembro de 2015

NPK Orgânico

Uma dificuldade que tem sido comum de as pessoas me relatarem é o fato de muitas instruções de adubação citarem "NPK" sem especificar o que é isso.

Proporções como 10-10-10, 14-14-14 e derivações dessas seguem sem explicação.

Mais ainda, as pessoas ficam sem saber como substituir o adubo químico, o tal NPK, por adubo orgânico, que é mais sustentável e mais saudável. E é sobre isso este post.

Antes de mais nada, é interessante lembrarmos que as plantas se alimentam de luz, água e também de nutrientes presentes no solo.  "Elas se alimentam de minerais, não de grânulos", me disse a professora, em tom de zombaria, quando eu ainda estava na escola de jardinagem.

Esses minerais estão divididos entre macronutrientes e micronutrientes. Os primeiros são os minerais consumidos em grande escala pela planta, e são exatamente os N, P e K: nitrogênio, fósforo e potássio.

Para você não ficar presa/o aos adubos químicos, abaixo segue uma lista de como encontrar esses três macronutrientes em sua forma orgânica.

É importante ressaltar que, quando se trata de adubação, *menos é mais*. O excesso de adubo pode prejudicar o equilíbrio do solo, alterando seu pH, deixando o solo mais ácido. E isso pode prejudicar o desenvolvimento de toda uma série de plantas. Então, quando se trata de adubar, é melhor errar para menos.

Mas vamos lá:

O nitrogênio é responsável pela saúde da folhagem das plantas. Ele pode ser encontrado na torta de mamona ou na torta de algodão. Este último é mais indicado para quem tem animais de estimação em casa, pois a torta de mamona é tóxica para os bichinhos.

O fósforo é responsável pelo bom desenvolvimento das flores e dos frutos, Por isso sua quantidade pode ser aumentada no período de floração. Ele é encontrado na farinha de osso.

O potássio, por sua vez, é importante para o bom desenvolvimento das raízes e da planta como um todo. A principal fonte deste nutriente é a cinza de madeira. Uma forma fácil de ter esse adubo quando se mora na cidade é entrar em contato com alguma pizzaria, em geral é feita a limpeza do forno à lenha uma vez por semana e toda a cinza costuma ser descartada. Ela tem melhor valor quando você a usa após peneirar, separando os restos de carvão. Evite as cinzas da churrasqueira, elas contém sal e gordura e acabam por fazer mais mal do que bem.

Todas essas fontes podem ser adicionadas a seu minhocário ou composteira doméstica, fazendo com que seu composto e húmus de minhoca sejam enriquecidos e potencializados.

A adubação regular é responsável pela reposição desses nutrientes no solo e é especialmente importante nos casos das plantas em vasos, pois o espaço é pequeno. 

Procure fazer a adubação pelas bordas do vaso, a cada 1 a 3 meses, dependendo da frequência das regas, e deve ser iniciada na primavera, quando as plantas saem do período de dormência.

Que sejam sempre lindas as plantas na sua vida! 


OBS: Nosso Curso de Horta em Pequenos Espaços: http://bit.ly/edukhorta

9 de setembro de 2015

Adubar com Cascas de Ovo

Olá, tudo bem?


Este é para compartilhar com você uma das formas como eu preparo adubo a partir das cascas de ovo.



É popularmente conhecido que a casca de ovo é um adubo poderoso para hortas e jardins, rico em cálcio… E o cálcio é um elemento fundamental na formação da parede celular dos vegetais, ou seja, está ligado ao desenvolvimento estrutural das plantas, folhas, caule e raiz.



Mas precisamos ter em mente que o adubo é parte da alimentação da planta. E as plantas não comem humus, ou grânulos de NPK ou cascas de ovo nem borra de café. As plantas se alimentam dos componentes minerais presentes nessas composições... Então, se o mineral não estiver “diluido”, bastante em contato com a terra, ele não será absorvido.



E foi depois de ver muitas vezes as cascas depositadas quase inteiras sobre a terra, sem chances de deterioração a curto prazo, que eu resolvi registrar o passo a passo de como eu mesma faço com as minhas plantas, para compartilhar com você:


1o passo: guardar as cascas
Ao invés de descartar as cascas de ovo, você pode lavá-las, deixar secar e guardar, até que se juntem em uma quantidade razoável. Deixe secar à sombra, para que não perca a pequena quantidade de nitrogênio que elas possuem. E guarde bem lavadas e secas, para evitar mau cheiro.





2o passo: Triturar no liquidificador
As cascas devem estar secas, em boa quantidade (meia dúzia de ovos, no mínimo).





A atenção que se deve dar aqui é que o liquidificador deve estar bem fechado, caso contrário você terá uma nuvem de cálcio ao redor de você, fazendo uma grande bagunça no ambiente.





Bata bastante, até virar pó. Mas aguarde até que a poeira se assente dentro do liquidificador antes de abrí-lo pelo mesmo motivo anterior: para você não ser pega/o em uma nuvem de cálcio.





Uma vez em pó, você pode misturar na terra, espalhar sobre seus vasos - utilize uma colher de café para vasos pequenos e duas ou três para vasos médios e grandes, respectivamente, a cada 30 ou 40 dias - ou inserir em sua composteira caseira, que é como eu faço.





Você vai perceber que muito do pó de casca fica grudado na jarra. Você pode passar uma água e regar as plantas com esse cálcio, antes de lavar a jarra e encerrar o processo.





As cascas de ovo moídas também são um bom auxiliar para alcalinizar solos que estão levemente ácidos. Mas caso você esteja lidando com plantas de solos ácidos, (azaléias, prímulas e gardênias, por exemplo) elas podem não gostar muito, portanto nesses casos deve-se usar quantidades reduzidas de cálcio.


Como em toda jardinagem, comece com quantidades pequenas de adubo e vá observando a reação das plantas, até encontrar a quantidade e periodicidade ideais.

Muita saúde para suas plantas e para você!

Um abraço de Luz,

Leticia Momesso


Nosso Curso de Horta em Pequenos Espaços: http://bit.ly/edukhorta




18 de agosto de 2014

Horta na Caixa

Oficina de reutilização de caixotes de feira para criar hortinha de temperos para pequenos espaços.


Essa foi parte do Design Weekend SP, juntamente com a apresentação do projeto quadrAmiga. :)

























Para saber mais sobre o projeto quadrAmiga: http://www.conexaocultural.org/quadramiga-pompeia/


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